terça-feira, 19 de outubro de 2010
domingo, 17 de outubro de 2010
domingo, 3 de outubro de 2010
PROJETO ESCOLA Dr. CLÓVIS G. SPINOLA
O uso da tecnologia na aprendizagem da matemática e sua aplicabilidade.
Introdução:
O presente projeto propõe o uso das tecnologias de informação e comunicação no ensino de alunos de primeira a quarta series do Ensino Fundamental no desenvolvimento do ensino e aprendizagem da Matemática, visando suprir dificuldades detectadas pelos professores.
A matemática é tomada como instrumento de leitura, interpretação e compreensão do mundo, visto que é cultura humana, que tem uma dimensão histórica; é um saber inacabado e mutável. Dessa forma, pretende-se trabalhar com os alunos, visando a desenvolver a competência de agir matematicamente na resolução de situações complexas, mobilizando e relacionando conteúdos, habilidade e recursos diversos.
Competências e Habilidades
- Calculo, sendo capaz de estimar, fazer aproximações, determinar com exatidão os resultados, usar diferentes estratégias, recursos e tecnologias.
- Resolução de problemas, sendo capaz de planejar, explicitar hipóteses, determinar estratégias, tomar decisões e comunicar resultados obtidos.
- Argumentação em torno de atividades e modelos matemáticos,sendo capaz de justificar, contestar, conjecturar e demonstrar.
- Atitude critica em relação as informações matemáticas, em especial aquelas veiculadas pela mídia.
- Utilização de linguagem matemática, sendo capaz de ler, interpretar e representar a realidade e comunicar idéias.
Objetivos Gerais
O objetivo primeiro é ensinar Matemática. O uso da tecnologia é uma opção para o estabelecimento de um contrato didático que alavanque mudanças de atitudes, motivacionais e procedimentais em alunos e professores em suas tarefas de aprender e ensinar. O conhecimento matemático recebe tratamento prazeroso e interessante e pode ser acessado com rapidez.
Entretanto, além de serem meio, pois abastecem alunos e professores de novos recursos e novas formas de trabalho, as tecnologias são também um fim, porque proporcionam a inclusão digital de todos os que não tem acesso a tecnologia fora do ambiente escolar. Aprende-se a navegar na Internet, a utilizar editores de textos softweres de autoria, enquanto se aprende Matemática.
Objetivos específicos
- O reconhecimento e a valorização da Matemática, como uma linguagem que permite a analise, compreensão, representação e transformação da realidade, ao identificar possibilidades de aplicação do conhecimento matemático na resolução de situações-problema do cotidiano, das atividades profissionais ou de outras áreas de conhecimento;
- O trabalho cooperativo permanente, na busca do consenso, no respeito a opinião do outro, na consideração do outro como fonte de conhecimento.
- O desenvolvimento pessoal, mediante o prazer de “fazer matemática” numa perspectiva do jogo e da disciplina intelectual, da atitude critica, de perseverança, autonomia e cooperação na busca de soluções;
- A utilização da tecnologia como recurso que favorece:
- a simulação de situações complexas e difíceis de serem realizadas numa situação real;
- o tratamento diferenciado do erro,
- o desenvolvimento da capacidade de adequação dos recursos tecnológicos disponíveis à natureza dos problemas a serem resolvidos.
- Compreender e utilizar as regras do SND para leitura, escrita e comparação de números naturais.
- Compreender os significados das quatro operações fundamentais ao resolver situações-problema.
- Reconhecer que uma mesma operação esta relacionada a problemas de diferentes naturezas.
- Propor diferentes estratégias ao resolver uma mesma situação-problema.
- Desenvolver diferentes estratégias de calculo mental, escrito, estimado e com calculadora.
- Utilizar as propriedades das operações e o valor posicional como recurso de um calculo mental.
- Antecipar e verificar resultados de cálculos feitos.
- Analisar estratégias de resolução desenvolvidas por terceiros.
- Utilizar a estimativa como recurso para avaliação de adequação de um resultado.
- Representar as quatro operações fundamentais, por meio de alogaritmos não-convencionais e convencionais, decidindo sobre a utilização da representação mais adequada a resolução da situação apresentada.
- Reconhecer a medida como resultado da comparação entre grandezas de mesma natureza.
- Demonstrar confiança própria capacidade de resolver problemas.
- Estabelecer procedimentos e estratégias de coleta de dados e informações.
- Elaborar e organizar procedimentos de comunicação de dados e informações coletadas
- Usar os recursos tecnológicos disponíveis, adequando-os à nossa necessidade ou à natureza da situação.
Metodologia
As seqüências didáticas, desenhadas para o ambiente digital, trazem atividades nas quais o aluno aprende a localizar, acessar e analisar dados e informações.Enfatizam o desenvolvimento de procedimentos e sobretudo de atitudes necessárias àqueles que vivem em uma comunidade de informação.
O conhecimento matemático é tomado como complexo e provisório e o aluno precisa ser munido de instrumental que favoreça continuar a aprender,a qualquer hora, dentro ou fora da escola e, para tal, não bastam aprendizagens conceituais. É preciso aprender a decidir sobre o uso de um tipo especifico de calculo ( mental, escrito, estimado, com calculadora), a revisar suas produções e as de seus colegas para detectar, analisar e corrigir erros (e assim aprender a prevê-los). Aprender a trabalhar em equipe, intercambiando pontos de vista, escutando os outros, esperando sua vez de falar, demonstrando segurança ao argumentar e flexibilidade para modificar seus argumentos passa a ser tão importante quanto saber resultado de uma adição ou multiplicação.
CONTEÚDOS NATURAIS
Números e operações
- Os sistemas de notação numérica ao longo da historia da humanidade:
Características, uso e relações com o sistema notacional decimal.
- Classes, ordens, valor posicional como elementos organizadores do Sistema de Numeração Decimal.
- Os números racionais e sua representação decimal (a partir de seus diferentes usos sociais: medidas de valor, comprimento, massa, capacidade).
- Significados das operações fundamentais.
Medidas
- Estimativas de tamanhos e comprimentos
- Instrumentos não-convencionais de medição de comprimentos.
- Unidades não-padronizadas de comprimento
- Unidade-padrão de medida de comprimento, o metro e seus submúltiplos: o centímetro e o milímetro.
CONTEÚDOS PROCEDIMENTAIS
Números e operações
- Uso da calculadora e da escrita como instrumento de reflexão e/ou de representação.
- Decisão sobre o uso de um tipo especifico de caçulo (mental, escrito, com calculadora) exato ou aproximado, em função da situação-problema apresentada.
- Interpretação de informações apresentadas em tabelas e gráficos simples.
- Revisão de produções para detectar, analisar e corrigir erros.
- Elaboração de registros.
Medidas
- Decisão sobre o uso de procedimento e instrumento especifico, em função da precisão da medição.
- Elaboração de registros pessoais e/ou convencionais para comunicação de medições feitas.
- Tratamento de informação.
- Coleta, organização e descrição de dados informações.
- Produção de texto escrito, a partir de interpretação de gráficos, tabelas e quadros.
Uso da tecnologia
· Uso dos principais recursos do editor texto, de software de apresentação, de software de autoria, de simulações e animações disponíveis no ambiente virtual.
HISTÓRICO DA ESCOLA
Por que é importante fazer a história de uma instituição escolar?
Segundo Sanfelice, 2005, as instituições escolares têm uma origem quase sempre muito peculiar, (...) que ocupam um espaço geográfico específico, que se expõe para a sociedade desde a arquitetura de seu prédio, quase sempre uma denuncia da sua idade, tem sua identidade própria, que a torna singular.
[...] A singularidade das instituições educativas mostra e esconde como ocorreu e/ou ocorre o fenômeno educativo escolar de uma sociedade.
[...] Mergulhar no interior de uma instituição escolar, com o olhar do historiador, é ir em busca de suas origens, é ir à busca das alterações arquitetônicas pelas quais passou e que não são gratuitas; é ir à busca da identidade dos sujeitos que a habitaram, das práticas pedagógicas que ali se realizaram (...) Mas o essencial é tentar responder à questão de fundo: o que esta instituição singular instituiu para si, para seus sujeitos e para a sociedade? Mais radicalmente ainda: qual o sentido do que foi instituído?
Considerar a escola numa perspectiva a - histórica, onde essa é resultado apenas do tempo presente, sem nenhuma relação com o passado ou projeção para o futuro; ou desconsiderando as transformações ocorridas, a contemporaneidade, supor que escola boa, é a escola do passado ou ainda, simplesmente considerar a escola como parte de uma sociedade idealizada, destacando um discurso que leva a isso, pois assumi-la na sua totalidade é tarefa muito difícil; são visões distorcidas em relação à escola e a gestão escolar (Lombardi, 2005).
A História da Educação ajuda a compreender essas visões de senso comum e entender que a instituição escolar pode ter concepções diferentes, tais como: a escola por ser produto da ação das pessoas, está em constante transformação e que, portanto, é produto das gerações passadas e da atuação dos gestores, agentes do tempo presente e partindo dessa escola, construir a escola que queremos, inserindo-a num processo de transformação da própria sociedade.
Não é preciso ser historiador, mas é essencial imbuir-se de consciência histórica. Assim, colocar-se como agente de transformação da escola exige de todos consciência histórica que permite enxergar a história na sua totalidade, isto é, não uma sucessão de fatos, datas e heróis, mas conforme já mencionado, é construída pela ação dos homens que buscam a construção de conhecimentos verdadeiros, que transformam a escola e a sociedade.
É necessário despertar nos gestores e professores, sua consciência histórica, para que se coloquem no papel de historiadores, utilizando de todas as fontes disponíveis, para buscar compreender a história da escola onde trabalha: sua origem, seus alunos, seu público bem como seus valores, sua cultura, enfim, aquilo que lhe é próprio, singular, sua identidade, tanto passado (que já foi instituído), quanto presente, pois compreender o passado amplia o entendimento do todo da escola e nos permite propor transformações na escola e na sociedade (Sanfelice, 2005).
Histórico da Unidade Escolar
Era o ano 1984. As escolas de Pitangueiras não deram conta de atender a demanda. As seis classes excedentes foram alojadas na ESG “Prof. Nelson Marcelino da Silva”.
Na necessidade de espaço físico para atender esses alunos, após várias reuniões do grupo de diretores da época, ficara evidente a necessidade de construir mais uma escola. Deu-se, então, a instalação da EEPG (A) do Bairro Jardim Santa Vitória, em 01/12/84, localizada à Rua Arthur Mesquita s/n. A instalação fora publicada em DOE de 19/05/85.
Iniciou-se a construção emergencial (denominação da época para prédios muito simples, econômicos, de blocos à vista, construídos por falta de vagas).
O local escolhido fora o Bairro Jardim Santa Vitória: as crianças desse, já desprovidas econômica e socialmente, tinham que andar muito, a pé, para freqüentarem as escolas que eram mais centralizadas, além de que havia ali, um terreno de vinte mil metros quadrados, doado à Fazenda do Estado de São Paulo, em 1953, para a construção de uma escola.
A doação, feita pelo Sr. Antonio Joaquim de Moura Andrade e sua mulher Sra. Guiomar Soares Andrade, teve escritura lavrada em 10 de fevereiro de 1953.
Á época, iniciara-se a construção de um prédio, nesse local, que viria a ser o Ginásio Estadual, motivo pelo qual o terreno fora doado. Por motivos políticos, o alicerce, já construído no local, fora abandonado e o Ginásio construído em local mais centralizado, continuando os “de classe menos favorecida”, tendo que fazer longa caminhada para estudar.
Em de novembro de 1984, recebe a denominação de “DR Clóvis Guimarães Spínola” (DOE de 30/11/84), em homenagem a um pitangueirense, que foi um “autêntico líder político do município” e que dedicou também à Educação, às obras sociais, ao esporte, prestando relevantes serviços à coletividade de Pitangueiras”, atendeu ao Projeto de lei nº. 543/84, do então deputado estadual, Waldir Trigo.
No final do ano de 1984, em situação bastante precária, pois não havia muros, nem calçamento, o prédio com apenas três salas de aula, recebe as seis turmas, sob o comando do Sr. Mario Rossin, um educador incansável, que se dedicou muito à escola.
A criação da escola se deu em 26 de dezembro de 1985 (DOE de 27/12/85), através do decreto nº. 24.538 do governador de São Paulo, Franco Montoro.
Por vontade da equipe gestora, do grupo de professores e da comunidade local, que através de vários manifestos, se pronunciaram, a escola se tornou “Escola Padrão”, em 1993. Sua inclusão, no rol das escolas padrão, referendada em carta pelo Sr. Fernando de Moraes, secretário da educação, à direção da escola, veio atender aos anseios de todos, que lutaram e ampliaram a escola, sem ônus para os cofres públicos, numa atitude arrojada e democrática.
A primeira diretora efetiva foi a Sra. Yara Hernandes Balieiro, também uma guerreira, que esteve junto à equipe por 16 anos.
No dia 28 de janeiro de 2008, com a municipalização a escola passou a chamar Escola Municipal Dr. Clóvis Guimarães Spínola.
Atualmente encontra-se na direção a professora Elisabeth Quemelo Rodrigues.
Assinar:
Comentários (Atom)








